Tecnologias emergentes no ensino

 

Fonte: https://stancebrasil.com.br/porque-andragogia-e-a-melhor-metodologia-para-treinamento/

É notável que vive-se em uma sociedade em transformação digital contínua e que os benefícios da inclusão digital proporcionam as instituições educacionais, aos professores e alunos um importante passo na transformação digital.

Nesse contexto é necessário entender a aplicabilidade das ferramentas digitais no processo de ensino e aprendizagem para que não sejam desperdiçados recursos ou que se obrigue a utilização de uma infinidade de recursos digitais apenas para dizer que o ensino está tecnológico.

O papel do professor ou tutor como agente transformador da educação ainda é o mesmo, e cabe a ele, o entendimento dos melhores recursos na transmissão do saber, levando sempre em consideração o perfil do seu público (seu aluno), suas competências e habilidades digitais e seu repertório digital e cultural na inserção de práticas educacionais apoiadas pela tecnologia.

Entende-se que antes de inserir práticas educacionais remotas é condição fundamental garantir o desenvolvimento de competências digitais nos professores e alunos. O ensino Digital vai muito além de transportar a lousa para a tela de um dispositivo eletrônico, e o coordenador tecnológica prevê essa realidade e insere em seus projetos práticas relacionadas a esses saberes.

Quando olha-se para o passado pela visão de Castells (1996, p. 31), observa-se a ascensão da tecnologia de informação desde a revolução industrial “as sucessivas revoluções industriais, da máquina a vapor à eletricidade, aos combustíveis fósseis e à energia nuclear”.

Com a educação, também é assim, é preciso observar a evolução dela juntamente com a tecnologia de informação e comunicação para garantir que eles encontrem a sinergia e o caminho crescente da inovação.

Ainda neste contexto Castells afirma que:

Existe uma contradição crescente entre autonomia e capacidade de inovação, necessária para trabalhar em empresas em rede, e o sistema de gestão/relações de trabalho alicerçados nas instituições da Era Industrial. A capacidade de reformar este sistema condiciona a transição organizacional e social em todas as sociedades. Muito frequentemente, a necessária adaptação da força de trabalho às novas condições de inovação e produtividade é manipulada pelas empresas para sua própria vantagem. (Castells, 2005, p. 22).

A Era Industrial favoreceu bastante o momento que as organizações desfrutam hoje no sentido de revolução tecnológica. Assim, hoje a cultura e a inclusão digital já estão inseridas em vários ambientes educacionais e podem favorecer das informações geradas pelo professor.

Com a difusão da sociedade em rede, e com a expansão das redes de novas tecnologias de comunicação, dá-se uma explosão de redes horizontais de comunicação, bastante independentes do negócio dos media e dos governos, o que permite a emergência daquilo a que chamei comunicação de massa autocomandada. É comunicação de massas porque é difundida em toda a Internet, podendo potencialmente chegar a todo o planeta. É autocomandada porque geralmente é iniciada por indivíduos ou grupos, por eles próprios, sem a mediação do sistema de mídia. A explosão de blogues, vlogues (vídeo-blogues), podding, streaming e outras formas de interatividade. (Castells, 2005, p. 24)

É notável que vive-se em uma sociedade em transformação digital contínua e que os benefícios da inclusão digital proporcionam as instituições educacionais, aos professores e alunos e importante passo na transformação digital.

[...] faz sentido lembrar aos educadores o fato de que a fala humana, a escrita, e, consequentemente, aulas, livros e revistas, para não mencionar currículos e programas, são tecnologia, e que, portanto, educadores vêm usando tecnologia na educação há muito tempo. É apenas a sua familiaridade com essas tecnologias que as torna transparentes para eles. Percebe-se que o uso das tecnologias no trabalho docente exigem concepções e metodologias de ensino diferentes das tradicionais, para atender as necessidades educacionais contemporâneas. Portanto, é necessário que os professores desenvolvam um debate sobre a relevância das tecnologias no trabalho docente e sobre a melhor maneira de usá-las, para que não sejam vistas e trabalhadas como um recurso meramente técnico (Chaves, 2004, p. 2).

Quando os professores transcenderem a barreira da sala de aula física e levarem seus conhecimentos e metodologias para o digital, adaptando-as ao que de melhor as ferramentas digitais e remotas podem oferecer ao processo de ensino aprendizagem, haverá ganhos em todas as esferas, nesse contexto Roque (2010) defende que:

Os indivíduos buscam cada vez mais, uma constante atualização dos seus conhecimentos, emergindo assim, as redes de conhecimento que promovem por meio do estabelecimento de conexões e da interação entre os atores, uma troca intensa de informações que são convertidas em conhecimento (Roque, 2010, p. 36).

Considerando todos esses aspectos é importante analisar casos e com o apoio deles aprimorar os conhecimentos e experiencias acerca da integração dos recursos digitais para as práticas educacionais remotas.

A tecnologia e pessoas devem sempre estar alinhadas ao processo e prontas a novos desafios de uma sociedade totalmente em rede, com líderes cada vez mais humanos e aptos a novos desafios.

É importante considerar todas as formas possíveis de integração entre os recursos digitais e tecnológicos na educação, respeitando os desafios e as possibilidades no uso dessas ferramentas nas práticas pedagógicas.

A tecnologia e a inovação são muito importantes no processo de formação educacional.

As instituições educacionais e os agentes de educação em geral estão buscando cada vez mais a inserção da tecnologia nos processos educacionais. Para que isso tudo seja garantido é extremamente importante que o professor esteja preparado e tanto ele quando os alunos incluídos digitalmente. É notório que ferramentas tecnológicas de informação ganhem destaque e tenham papel fundamental neste fluxo.

Muitas vezes cabe ao coordenador tecnológico envolver e inspirar todas as pessoas envolvidas em todas as fases dos processos, além de inspirá-las com suas características a moldar essas abordagens e a formatar os processos organizacionais tecnológicos.

Além da tecnologia, das pessoas, ainda temos os recursos financeiros que normalmente contribuem para certas abordagens e cenários que a organização segue e determina em seus valores.

Nesse contexto de tecnologia, pessoas e recursos financeiros, Chiavenato (1986) afirma que a tarefa básica da administração é fazer as coisas através das pessoas e que a tecnologia e o conhecimento por si só não produzem efeitos. Drucker (2002) diz que não existem países desenvolvidos ou subdesenvolvidos, mas sim, bem administrados ou mal administrados.

Seguindo essas definições, é possível notar que os recursos humanos têm grande poder em todo o processo, e por mais tecnológico que ele seja, o maestro de toda essa abordagem é, essencialmente humano. Dessa forma, podemos olhar sempre para uma abordagem Humanística, que pode ser desdobrada em duas escolas: a Escola das Relações Humanas, de Elton Mayo e a Teoria Comportamental, de Herbert A. Simon.

Já Chiavenato (2003) diz que a abordagem humanística teve seu início numa época marcada por recessão econômica, inflação, alto índice de desemprego e atuação dos sindicatos. De todo modo, esse as aspecto mais humanístico surge quando existia uma insatisfação quanto aos princípios da Teoria Clássica da Administração. A sociedade começou a olhar as empresas e empregadores (trabalhadores e sindicatos) como agentes de exploração do trabalhador. Foi a partir deste despertar que a Escola das Relações Humanas nasceu como uma tendência a humanizar o trabalho. Seguindo o estilo de humanização, começa a deixar-se de lado a administração ao estilo democrático dos americanos.

Compreende-se que mesmo com toda familiaridade com a tecnologia e o ambiente virtual de aprendizagem, os alunos e professores, precisam experienciar aulas online ao vivo, e entender que todos tem papel fundamental na transformação do formato da aula para o digital.

Este processo digital de ensino-aprendizagem ainda tem muito que evoluir, mas em 2020 foram dados passos muito grandes nesse caminho, considerando a necessidade da inclusão da educação à distância em todas as esferas da educação, desde a infantil até a universidade.

A inclusão digital no ponto de vista da cultura digital e da formação do professor do século XXI foi um dos principais aspectos a contribuir para esse passo e garantir esse marco na evolução dessa nova educação, se apropriando da tecnologia e da inovação como agentes importantes no processo de formação educacional.

Considerando esses fatores, a gestão do coordenador, com professores e alunos incluídos digitalmente, facilita a tarefa de implementação de um projeto de inovação tecnológica, porém a sociedade educacional ainda caminha no domínio de diversas ferramentas digitais de ensino-aprendizagem, atreladas ao conhecimento empírico de educação do professor e do aluno.

 

Referências Bibliográficas

 

Castells, M. (1996). The rise of the network society. Cambridge: Blackwell Publishers.

Castells, M. (2005). A Sociedade em Rede: do Conhecimento à Ação Política. Portugal: Imprensa Nacional - Casa da Moeda.

Chaves, E. (2004). Tecnologia na educação. (2021). Available: http://chaves.com.br/TEXTSELF/EDTECH/tecned2.htm#II [Accessed 10 March 2021].

Chiavenatto, I. (1986). Introdução à Administração. São Paulo: Editora Atlas.

Chiavenato, I. (2003). Introdução à Teoria Geral da Administração. Rio de Janeiro: Elsevier.

Drucker, P. (2002). Prática da Administração de Empresas. São Paulo: Editora Thomson/Pioneira.

Roque, Gianna Oliveira Bogossian. (2010).  Redes de conhecimento e a formação a distância. Rio de Janeiro: Educ. Prof, v. 36, n. 3, set./dez. 2010.

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