É notável
que vive-se em uma sociedade em transformação digital contínua e que os
benefícios da inclusão digital proporcionam as instituições educacionais, aos
professores e alunos um importante passo na transformação digital.
Nesse contexto
é necessário entender a aplicabilidade das ferramentas digitais no processo de
ensino e aprendizagem para que não sejam desperdiçados recursos ou que se
obrigue a utilização de uma infinidade de recursos digitais apenas para dizer
que o ensino está tecnológico.
O papel do
professor ou tutor como agente transformador da educação ainda é o mesmo, e
cabe a ele, o entendimento dos melhores recursos na transmissão do saber,
levando sempre em consideração o perfil do seu público (seu aluno), suas competências
e habilidades digitais e seu repertório digital e cultural na inserção de práticas
educacionais apoiadas pela tecnologia.
Entende-se que antes de inserir
práticas educacionais remotas é condição fundamental garantir o desenvolvimento
de competências digitais nos professores e alunos. O ensino Digital vai muito
além de transportar a lousa para a tela de um dispositivo eletrônico, e o
coordenador tecnológica prevê essa realidade e insere em seus projetos práticas
relacionadas a esses saberes.
Quando olha-se para o passado pela
visão de Castells (1996, p. 31), observa-se a ascensão da tecnologia de
informação desde a revolução industrial “as sucessivas revoluções industriais,
da máquina a vapor à eletricidade, aos combustíveis fósseis e à energia
nuclear”.
Com a educação, também
é assim, é preciso observar a evolução dela juntamente com a tecnologia de
informação e comunicação para garantir que eles encontrem a sinergia e o
caminho crescente da inovação.
Ainda neste contexto
Castells afirma que:
Existe uma
contradição crescente entre autonomia e capacidade de inovação, necessária para
trabalhar em empresas em rede, e o sistema de gestão/relações de trabalho
alicerçados nas instituições da Era Industrial. A capacidade de reformar este
sistema condiciona a transição organizacional e social em todas as sociedades.
Muito frequentemente, a necessária adaptação da força de trabalho às novas
condições de inovação e produtividade é manipulada pelas empresas para sua
própria vantagem. (Castells, 2005, p. 22).
A Era Industrial favoreceu bastante
o momento que as organizações desfrutam hoje no sentido de revolução
tecnológica. Assim, hoje a cultura e a inclusão digital já estão inseridas em
vários ambientes educacionais e podem favorecer das informações geradas pelo
professor.
Com a
difusão da sociedade em rede, e com a expansão das redes de novas tecnologias
de comunicação, dá-se uma explosão de redes horizontais de comunicação,
bastante independentes do negócio dos media e dos governos, o que permite a
emergência daquilo a que chamei comunicação de massa autocomandada. É
comunicação de massas porque é difundida em toda a Internet, podendo
potencialmente chegar a todo o planeta. É autocomandada porque geralmente é
iniciada por indivíduos ou grupos, por eles próprios, sem a mediação do sistema
de mídia. A explosão de blogues, vlogues (vídeo-blogues), podding, streaming e
outras formas de interatividade. (Castells, 2005, p. 24)
É notável
que vive-se em uma sociedade em transformação digital contínua e que os
benefícios da inclusão digital proporcionam as instituições educacionais, aos
professores e alunos e importante passo na transformação digital.
[...]
faz sentido lembrar aos educadores o fato de que a fala humana, a escrita, e,
consequentemente, aulas, livros e revistas, para não mencionar currículos e
programas, são tecnologia, e que, portanto, educadores vêm usando tecnologia na
educação há muito tempo. É apenas a sua familiaridade com essas tecnologias que
as torna transparentes para eles. Percebe-se que o uso das tecnologias no
trabalho docente exigem concepções e metodologias de ensino diferentes das
tradicionais, para atender as necessidades educacionais contemporâneas.
Portanto, é necessário que os professores desenvolvam um debate sobre a
relevância das tecnologias no trabalho docente e sobre a melhor maneira de
usá-las, para que não sejam vistas e trabalhadas como um recurso meramente
técnico (Chaves, 2004, p. 2).
Quando os
professores transcenderem a barreira da sala de aula física e levarem seus
conhecimentos e metodologias para o digital, adaptando-as ao que de melhor as
ferramentas digitais e remotas podem oferecer ao processo de ensino
aprendizagem, haverá ganhos em todas as esferas, nesse contexto Roque (2010) defende que:
Os indivíduos
buscam cada vez mais, uma constante atualização dos seus conhecimentos,
emergindo assim, as redes de conhecimento que promovem por meio do
estabelecimento de conexões e da interação entre os atores, uma troca intensa
de informações que são convertidas em conhecimento (Roque, 2010, p. 36).
Considerando
todos esses aspectos é importante analisar casos e com o apoio deles aprimorar
os conhecimentos e experiencias acerca da integração dos recursos digitais para
as práticas educacionais remotas.
A tecnologia e pessoas devem sempre estar alinhadas ao processo e prontas a novos
desafios de uma sociedade totalmente em rede, com líderes cada vez mais humanos
e aptos a novos desafios.
É importante considerar
todas as formas possíveis de integração entre os recursos digitais e
tecnológicos na educação, respeitando os desafios e as possibilidades no uso
dessas ferramentas nas práticas pedagógicas.
A tecnologia e a inovação são muito importantes
no processo de formação educacional.
As instituições educacionais e os
agentes de educação em geral estão buscando cada vez mais a inserção da
tecnologia nos processos educacionais. Para que isso tudo seja garantido é
extremamente importante que o professor esteja preparado e tanto ele quando os
alunos incluídos digitalmente. É notório que ferramentas tecnológicas de
informação ganhem destaque e tenham papel fundamental neste fluxo.
Muitas vezes cabe ao
coordenador tecnológico envolver e inspirar todas as pessoas envolvidas em
todas as fases dos processos, além de inspirá-las com suas características a
moldar essas abordagens e a formatar os processos organizacionais tecnológicos.
Além da tecnologia, das
pessoas, ainda temos os recursos financeiros que normalmente contribuem para
certas abordagens e cenários que a organização segue e determina em seus
valores.
Nesse contexto de
tecnologia, pessoas e recursos financeiros, Chiavenato (1986) afirma que a
tarefa básica da administração é fazer as coisas através das pessoas e que a
tecnologia e o conhecimento por si só não produzem efeitos. Drucker (2002) diz
que não existem países desenvolvidos ou subdesenvolvidos, mas sim, bem
administrados ou mal administrados.
Seguindo essas
definições, é possível notar que os recursos humanos têm grande poder em todo o
processo, e por mais tecnológico que ele seja, o maestro de toda essa abordagem
é, essencialmente humano. Dessa forma, podemos olhar sempre para uma abordagem
Humanística, que pode ser desdobrada em duas escolas: a Escola das Relações
Humanas, de Elton Mayo e a Teoria Comportamental, de Herbert A. Simon.
Já Chiavenato (2003)
diz que a abordagem humanística teve seu início numa época marcada por recessão
econômica, inflação, alto índice de desemprego e atuação dos sindicatos. De
todo modo, esse as aspecto mais humanístico surge quando existia uma
insatisfação quanto aos princípios da Teoria Clássica da Administração. A
sociedade começou a olhar as empresas e empregadores (trabalhadores e
sindicatos) como agentes de exploração do trabalhador. Foi a partir deste
despertar que a Escola das Relações Humanas nasceu como uma tendência a
humanizar o trabalho. Seguindo o estilo de humanização, começa a deixar-se de
lado a administração ao estilo democrático dos americanos.
Compreende-se que mesmo
com toda familiaridade com a tecnologia e o ambiente virtual de aprendizagem,
os alunos e professores, precisam experienciar aulas online ao vivo, e entender
que todos tem papel fundamental na transformação do formato da aula para o
digital.
Este processo digital de ensino-aprendizagem
ainda tem muito que evoluir, mas em 2020 foram dados passos muito grandes nesse
caminho, considerando a necessidade da inclusão da educação à distância em
todas as esferas da educação, desde a infantil até a universidade.
A inclusão digital no ponto de vista da
cultura digital e da formação do professor do século XXI foi um dos principais
aspectos a contribuir para esse passo e garantir esse marco na evolução dessa
nova educação, se apropriando da tecnologia e da inovação como agentes
importantes no processo de formação educacional.
Considerando esses fatores, a gestão do
coordenador, com professores e alunos incluídos digitalmente, facilita a tarefa
de implementação de um projeto de inovação tecnológica, porém a sociedade
educacional ainda caminha no domínio de diversas ferramentas digitais de ensino-aprendizagem,
atreladas ao conhecimento empírico de educação do professor e do aluno.
Referências Bibliográficas
Castells, M. (1996).
The rise of the network society. Cambridge: Blackwell Publishers.
Castells, M.
(2005). A Sociedade em Rede: do Conhecimento à Ação Política. Portugal: Imprensa
Nacional - Casa da Moeda.
Chaves, E. (2004).
Tecnologia na educação. (2021). Available: http://chaves.com.br/TEXTSELF/EDTECH/tecned2.htm#II
[Accessed 10 March 2021].
Chiavenatto, I.
(1986). Introdução à Administração. São Paulo: Editora Atlas.
Chiavenato, I. (2003).
Introdução à Teoria Geral da Administração. Rio de Janeiro: Elsevier.
Drucker, P. (2002).
Prática da Administração de Empresas. São Paulo: Editora Thomson/Pioneira.
Roque, Gianna
Oliveira Bogossian. (2010). Redes de
conhecimento e a formação a distância. Rio de Janeiro: Educ. Prof, v. 36, n. 3,
set./dez. 2010.
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